<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9189673923258975435</id><updated>2011-07-07T20:16:45.530-07:00</updated><category term='Renata'/><category term='Esther'/><category term='Juliana'/><title type='text'>Benflogin.</title><subtitle type='html'>alucinação</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://candyycarol.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9189673923258975435/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://candyycarol.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carol Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12062503779661110306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_SJIE7tzIcVM/SGo6OdAZytI/AAAAAAAAABo/99bmi90h8Cw/S220/ATgAAAApQSfbs_DvlPR9G--W7ex3kC5G_QFToSpl95zbMN_HfzGC4dTh7qazqcrNaPhaF3FPnIit0Mk5wSwF2fPf_eAVAJtU9VAaKUjnkXXhsewLoYS6vuqkXxvfZA.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>6</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9189673923258975435.post-3018631813195130074</id><published>2010-01-08T03:30:00.001-08:00</published><updated>2010-01-08T03:30:46.803-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esther'/><title type='text'></title><content type='html'>Subi no ônibus, madrugava. Uma noite sem lua, dessas de muitas nuvens. O sacolejar me enjoava e ansiei dormir, para não vomitar. O sono não tardou a vir, cheio de sonhos-pesadelos da qual eu não desejaria sonhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno me aparecia constantemente, sorrindo com perfeição ao me ver, envolvendo meu nome numa carícia quente. Falho. Flávio me vinha com mais frequência, ouvia apenas o ser arfar quente nas minhas costas de puta, num fim de dia dolorido, suplicante. Eu não me arrependera e essa falta de culpa me assustava. Aliviada, pensei não ser problema. Ninguém naquela cidade pequena seria capaz de me unir ao ataque cardíaco dele. Ninguém... a não ser Flávio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cidade Maravilhosa ia ganhando formas a medida que o sol ia nascendo. Maravilhei-me com a beleza daquele lugar e, à primeira vista, vi que me daria bem ali. Aquele lugar, me pertencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai da rodoviária a procura de um albergue qualquer. Em hotéis eu jamais conseguiria o contato que precisava. Cheguei em um Albergue numa ruela do Leblon, alugando um quartinho sem banheiro, com uma cama aos pedaços e uma escrivaninha sem cadeira. Pelo preço, não poderia esperar nada além daquilo. Sorri com o primeiro toque na porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Em que posso ajudá-lo? — perguntei ao homem forte que se postava à porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Olá Donzela. Sou Heitor, dono de um bar aqui perto e seleciono moças como a senhorita para trabalhar no meu aposento. Gostaria de conversar a respeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorri-lhe com malícia. Aquele era exatamente o tipo de emprego que pretendia procurar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9189673923258975435-3018631813195130074?l=candyycarol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://candyycarol.blogspot.com/feeds/3018631813195130074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9189673923258975435&amp;postID=3018631813195130074&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9189673923258975435/posts/default/3018631813195130074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9189673923258975435/posts/default/3018631813195130074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://candyycarol.blogspot.com/2010/01/subi-no-onibus-madrugava.html' title=''/><author><name>Carol Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12062503779661110306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_SJIE7tzIcVM/SGo6OdAZytI/AAAAAAAAABo/99bmi90h8Cw/S220/ATgAAAApQSfbs_DvlPR9G--W7ex3kC5G_QFToSpl95zbMN_HfzGC4dTh7qazqcrNaPhaF3FPnIit0Mk5wSwF2fPf_eAVAJtU9VAaKUjnkXXhsewLoYS6vuqkXxvfZA.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9189673923258975435.post-5457364095687170856</id><published>2008-08-26T08:13:00.000-07:00</published><updated>2008-08-26T08:27:04.095-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esther'/><title type='text'></title><content type='html'>Andava sem parar de um lado para o outro do apartamento. O coração ainda não tinha desacelerado, as lágrimas ainda não haviam secado: "&lt;span&gt;vou-me embora desse cu de cidad&lt;/span&gt;&lt;span&gt;e&lt;/span&gt;", decidiu.  Pegou  pepel e caneta e  escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Mãe,&lt;br /&gt;o povo dessa cidade anda me criticando e julgando-me pela morte do meu querido noivo. Estou com medo de cometer alguma loucura. Com eles, comigo.&lt;br /&gt;Calma, não quero que se assuste! Por este fim, decidi ir embora dessa cidadezinha fofoqueira e mentirosa. Tenho minhas economias e, quando conseguir me estabelecer novamente, mandarei algum para a senhora.&lt;br /&gt;Não me procure. Ficarei bem, mandarei notícias. Mas preciso ir embora, alguém aqui não quer me ver viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com amor,&lt;br /&gt;Esther"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Pegou sua maior mala e começou a separar as coisas que precisava levar com ela. O que não precisava, quebrava e jogava fora. Guardou algumas roupas quentes, poucos casacos, sapatos, sandálias e havaianas. Suas melhores roupas, presente do falecido. Biquinis, quase nunca usados. Maquiagem. Certificou-se de que não esquecera de nada, fechou a mala e a deixou num canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendeu um cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um trago ou outro, rasgava, uma a uma, as fotos que tinha com Bruno e sua família. Uma a uma. Olhava-o com certo remorso, mas não arrependera-se do que &lt;a href="http://candyycarol.blogspot.com/2008/06/fim-de-festa.html"&gt;fizera&lt;/a&gt;. "Tão bonito e um fim tão trágico"... E rasgava. Certificou-se de que não sobrara uma foto sequer... Entre elas, achou uma na qual se encontrava ao meio dos dois irmãos: Bruno e Flávio. "Flávio, o filho da puta do Flávio, que me comeu em pleno enterro do irmão...". Apagou o cigarro em cima da cara dele, abriu a bolsa e guardou a foto queimada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rio de Janeiro, aí vou eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9189673923258975435-5457364095687170856?l=candyycarol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://candyycarol.blogspot.com/feeds/5457364095687170856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9189673923258975435&amp;postID=5457364095687170856&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9189673923258975435/posts/default/5457364095687170856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9189673923258975435/posts/default/5457364095687170856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://candyycarol.blogspot.com/2008/08/andava-sem-parar-de-um-lado-para-o.html' title=''/><author><name>Carol Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12062503779661110306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_SJIE7tzIcVM/SGo6OdAZytI/AAAAAAAAABo/99bmi90h8Cw/S220/ATgAAAApQSfbs_DvlPR9G--W7ex3kC5G_QFToSpl95zbMN_HfzGC4dTh7qazqcrNaPhaF3FPnIit0Mk5wSwF2fPf_eAVAJtU9VAaKUjnkXXhsewLoYS6vuqkXxvfZA.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9189673923258975435.post-4618023359700778299</id><published>2008-07-03T12:26:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T15:22:28.405-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esther'/><title type='text'></title><content type='html'>Os olhos estavam inchados de tanto chorar. Debruçada por cima do caixão, beijando-lhe o rosto, ainda era capaz de sentir o cheiro da própria pele na dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Metade desse choro é forçado, falso. Devo admitir. Mas sentirei falta desse desgraçado" - pensava, enquanto olhava os outros familiares e amigos chorando por ele também. Esther sentia os olhares de reprovação vindos na sua direção e, por vez, ouvia sussurros às suas costas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Piranha. &lt;a href="http://candyycarol.blogspot.com/2008/06/fim-de-festa.html"&gt;Levou-o para o motel &lt;/a&gt;e sabe lá Deus o que fez com o rapaz. Tão jovem, vinte e cinco anos, ataque cardíaco?&lt;br /&gt;- Dizem que foi morto. E ela fugiu. Viu os arranhões e roxos no braço dela? Coitada.&lt;br /&gt;- De santa essa menina não tem nada... Eu tenho certeza! Olha a cara da moça. Vinte e dois anos, moteleira, vagabunda! Tem culpa. Aposto que tem culpa.&lt;br /&gt;- Com um mulherão desses, até eu teria um infarto. - interrompeu o irmão do falecido - e parem de falar da moça pelas costas. Ela é noiva viúva do meu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esther riu. Um riso sacana admitiu. Mas sorriu. Em meio à toda aquela cena, ainda tinha um outro pobre coitado que a defendia "tão gato quanto o irmão"... Passaram-se horas, velório adentro, até fecharem o caixão e irem, lentamente, à cova aberta. Sentiu uma mão lhe segurando o braço enquanto caminhava ao lado do morto e, de canto de olho, viu quem era:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que quer comigo, cunhado?&lt;br /&gt;- Safada, vadia, sem vergonha! Pensas que eu não sei o que fizestes com meu irmão? És da pior categoria de puta, mata para sentir prazer. Não ria mais quando lhe defendo: defendo a índole do meu irmão, e não a tua, piranha!&lt;br /&gt;- Pare de dizer asneiras, me ofendes. Imagina eu, matá-lo.&lt;br /&gt;- Sínica. Pervertida. Seria vergonhoso demais para ele se o povo soubesse que foi morto por uma vadia de quinta categoria. Que foi, cunhadinha, ele não te comeu de jeito?&lt;br /&gt;- Deixa de ser ridículo e pára de falar besteiras! Imagina pensar isso de mim, eu o amava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram quietos. O padre deu seu discurso habitual sobre a vida eterna. Esther estava entediada e a pressão dos dedos do rapaz no seu braço a incomodavam. Sentiu medo, por segundos. Mas relaxou. "Relaxe e goze", pensou. E, por mais atriz que estivera sendo, chorou, verdadeiramente, quando cobriram seu noivo por cimentos e flores. Coroas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco a pouco as pessoas iam sumindo e o cemitério ficando quieto. Flávio não permitiu que fosse embora e a fez ficar ali, até o fim, para que ficassem a sós. Cada minuto que passava, ela sentia o frio na espinha e um desejo imensurável de fugir, mas conteu-se. Mais alguns minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Enfim, sós.&lt;br /&gt;- Que queres de mim maluco? Está querendo me assustar por quê?&lt;br /&gt;- Quem não deve não teme, cunhadinha. Está com o cu na mão, tem culpa no cartório.&lt;br /&gt;- Eu não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrompeu-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixa de ser piranha desentendida, vaca. Achas mesmo que eu não sei que a culpa da morte do meu irmão é tua? Só não espalhei aos quatro cantos dessa merda de cidade porque seria vergonhoso demais para o meu irmão ter a vida falada por aí: "coitado, morreu no motel por uma vadia" e as outras mentiras que sucederiam a frase. "não deu conta", "batia nela", "culpa da droga"... E ele não merecia isso! Antes um infarto, natural, por puro êxtase. Mas não penses que saíras digna dessa não. Mereces carregar o peso da morte na tua consciência para o resto da tua vida. E, depois de hoje, desejarás sumir dessa cidade, antes mesmo do sol nascer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que pretendes fazer comigo? Não tome atitudes precipitadas! Você não sabe o que diz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei? E por que essa cara assustada? Teu medo é refletido pelo teu olhar. Vem cá, cunhadinha, vem. Olhe para esse túmulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estremeceu. Ele a segurou pelos cabelos e a forçou a se curvar para frente, levantando a saia preta, que cobria os joelhos, e rasgando-lhe a calcinha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PÁRA MALUCO! PERVERTIDO! PÁRA!&lt;br /&gt;- Shiiiu. Não grite, poderão ouvir. - sussurrava no ouvido, esfregando o seu pudor no dela e, enfim, dividindo-a ao meio. - era isso que meu irmão deixou de fazer? É isso que querias? Como se sentes, fazendo sexo, em cima da sepultura do seu amado? Delicioso, não?&lt;br /&gt;- Pára com isso... Ele não merece... Pára...&lt;br /&gt;- Isso vadia, goza. Aqui, na cara do meu irmão. Vergonhoso, não? Que situação mais humilhante essa. Ele, morto. E você, satisfeita? Conseguirás visitar-lhe depois de ter dado pra mim? Virás ao túmulo dele para chorar a morte ou para relembrar dos momentos de prazer que te dei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empurrou-o para longe e saiu correndo, aos prantos, para longe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai vadia, vai. E não volta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9189673923258975435-4618023359700778299?l=candyycarol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://candyycarol.blogspot.com/feeds/4618023359700778299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9189673923258975435&amp;postID=4618023359700778299&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9189673923258975435/posts/default/4618023359700778299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9189673923258975435/posts/default/4618023359700778299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://candyycarol.blogspot.com/2008/07/os-olhos-estavam-inchados-de-tanto.html' title=''/><author><name>Carol Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12062503779661110306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_SJIE7tzIcVM/SGo6OdAZytI/AAAAAAAAABo/99bmi90h8Cw/S220/ATgAAAApQSfbs_DvlPR9G--W7ex3kC5G_QFToSpl95zbMN_HfzGC4dTh7qazqcrNaPhaF3FPnIit0Mk5wSwF2fPf_eAVAJtU9VAaKUjnkXXhsewLoYS6vuqkXxvfZA.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9189673923258975435.post-5121226893429631584</id><published>2008-07-02T06:59:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T07:08:38.339-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Juliana'/><title type='text'></title><content type='html'>Caminhava por entre flores: jasmins, margaridas, girassóis. Por vezes, arrancava uma ou outra flor da verde grama e ficava a exclamar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem-me-quer, mal-me-quer. Bem-me-quer, mal-me-quer. Bem-me-quer, mal-me-quer. Bem-me-quer, mal-me-quer. Bem-me-quer, mal-me-quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frustrava-se. Juliana repetiu a brincadeira várias vezes, para o João, para o Ricardo, para o Fábio, pro Guilherme, pro Thiago, pro Tiago sem h e pro vizinho, do 9° andar que ainda não sabia o nome, mas tinha esbarrado com este algumas vezes no elevador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mania de apaixonar-se, a de Juliana. Tinha uns vinte e tantos amores guardados no peito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mal-me-quer, mal-me-quer também. Mal-me-quer. Mal-me-quer. Mal-me-quer. Mal-me-quer. Mal-me-quer. Mal-me-quer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa árvore, desenhou um coração: Ju e ninguém mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9189673923258975435-5121226893429631584?l=candyycarol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://candyycarol.blogspot.com/feeds/5121226893429631584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9189673923258975435&amp;postID=5121226893429631584&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9189673923258975435/posts/default/5121226893429631584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9189673923258975435/posts/default/5121226893429631584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://candyycarol.blogspot.com/2008/07/caminhava-por-entre-flores-jasmins.html' title=''/><author><name>Carol Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12062503779661110306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_SJIE7tzIcVM/SGo6OdAZytI/AAAAAAAAABo/99bmi90h8Cw/S220/ATgAAAApQSfbs_DvlPR9G--W7ex3kC5G_QFToSpl95zbMN_HfzGC4dTh7qazqcrNaPhaF3FPnIit0Mk5wSwF2fPf_eAVAJtU9VAaKUjnkXXhsewLoYS6vuqkXxvfZA.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9189673923258975435.post-1538226893574394681</id><published>2008-07-01T06:40:00.000-07:00</published><updated>2008-07-01T07:06:40.855-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Renata'/><title type='text'></title><content type='html'>Sentia-se suja. Imunda. Refletia no espelho a sua pele branca, seus olhos borrados. As lágrimas desciam pretas até metade do rosto. O coração palpitava acelerado dentro do peito e ela sentia um medo descomunal de tudo, da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insaciáveis, as lágrimas iam lavando a alma e borrando tudo à volta. Estas chegavam ao queixo, geladas. Fazia frio. Renata secou-as com o dorso da mão e, por vez, enxugava a mão no alaranjado pijama...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os pulsos para cima, Renata observava a cicatriz, paralela ao pulso, vermelhas. Ainda doíam. Afinal, não tinha tanto tempo que estava em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arregalada, olhava o quarto recém novo. Estava em sua casa, mas tudo era estranho demais... No canto esquerdo, logo acima da porta, estava ela: quieta, piscando um único ponto de luz vermelha, apontando para Renata...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renata enraiveceu por estar sendo vigiada. Desejou morte àqueles que a queriam bem e sentiu aversão a si mesma, pelo sangue que, não o dela, corria na veia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por ele estou viva. Nesse mundo que não é mais meu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9189673923258975435-1538226893574394681?l=candyycarol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://candyycarol.blogspot.com/feeds/1538226893574394681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9189673923258975435&amp;postID=1538226893574394681&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9189673923258975435/posts/default/1538226893574394681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9189673923258975435/posts/default/1538226893574394681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://candyycarol.blogspot.com/2008/07/sentia-se-suja.html' title=''/><author><name>Carol Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12062503779661110306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_SJIE7tzIcVM/SGo6OdAZytI/AAAAAAAAABo/99bmi90h8Cw/S220/ATgAAAApQSfbs_DvlPR9G--W7ex3kC5G_QFToSpl95zbMN_HfzGC4dTh7qazqcrNaPhaF3FPnIit0Mk5wSwF2fPf_eAVAJtU9VAaKUjnkXXhsewLoYS6vuqkXxvfZA.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9189673923258975435.post-4899858272970052300</id><published>2008-06-30T05:07:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T09:06:13.622-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esther'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apagava o quinto cigarro no cinzeiro enquanto observava-o dormindo. "Filho da puta", pensou e ascendeu mais um:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem para isso ele serve. Paguei essa merda de motel para bosta nenhuma. Diacho. - Reclamava baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestida como veio ao mundo, era visível a raiva estampada na face morena. Por debaixo das franjas grossas, negras, poderia estar descrita toda a aversão que sentia por aquele rapaz ali, dormindo, com todo o pudor a mostra. Morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Morto? - sussurrou. Apagou mais um cigarro, levantou-se, contemplou seu corpo mulato, com curvas de deixar qualquer homem tonto. Menos aquele. Com um riso safado no canto da boca, dirigiu-se até ele e, passando a perna por cima dele, sentou com o seu sexo, ainda quente de desejo, tesão e vontades, em cima do dele, morto, minúsculo, inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer ato, levantou a cabeça e olhou para cima. O espelho do teto refletia a cena que tinha tudo para ser erótica e de um ato prazeroso, intenso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Definitivamente, não o amo mais. Nem para me comer esse inútil serve" - pensou, pegando um dos travesseiros jogados à sua volta. Apertou a cabeça dele contra o colchão e o sentiu debater-se, agonizar. Os gritos abafados misturavam-se com os gemidos vindos da televisão. Ainda pressionando o travesseiro contra ele, cavalgou deliciosamente naquele sexo morto e sentiu seu gozo quente escorrendo pelas pernas no instante em que ele deu seu último suspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez-se silêncio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9189673923258975435-4899858272970052300?l=candyycarol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://candyycarol.blogspot.com/feeds/4899858272970052300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9189673923258975435&amp;postID=4899858272970052300&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9189673923258975435/posts/default/4899858272970052300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9189673923258975435/posts/default/4899858272970052300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://candyycarol.blogspot.com/2008/06/fim-de-festa.html' title=''/><author><name>Carol Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12062503779661110306</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_SJIE7tzIcVM/SGo6OdAZytI/AAAAAAAAABo/99bmi90h8Cw/S220/ATgAAAApQSfbs_DvlPR9G--W7ex3kC5G_QFToSpl95zbMN_HfzGC4dTh7qazqcrNaPhaF3FPnIit0Mk5wSwF2fPf_eAVAJtU9VAaKUjnkXXhsewLoYS6vuqkXxvfZA.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
