Caminhava por entre flores: jasmins, margaridas, girassóis. Por vezes, arrancava uma ou outra flor da verde grama e ficava a exclamar:
- Bem-me-quer, mal-me-quer. Bem-me-quer, mal-me-quer. Bem-me-quer, mal-me-quer. Bem-me-quer, mal-me-quer. Bem-me-quer, mal-me-quer.
Frustrava-se. Juliana repetiu a brincadeira várias vezes, para o João, para o Ricardo, para o Fábio, pro Guilherme, pro Thiago, pro Tiago sem h e pro vizinho, do 9° andar que ainda não sabia o nome, mas tinha esbarrado com este algumas vezes no elevador.
Mania de apaixonar-se, a de Juliana. Tinha uns vinte e tantos amores guardados no peito:
- Mal-me-quer, mal-me-quer também. Mal-me-quer. Mal-me-quer. Mal-me-quer. Mal-me-quer. Mal-me-quer. Mal-me-quer...
Numa árvore, desenhou um coração: Ju e ninguém mais.
EU MAL CONHEÇO VOCÊ
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Eu mal conheço você. Fala sério, tudo o que eu sei foi o que você quis que
eu soubesse - pateticamente um clichê que aceitei. *E agora carrego um
pedaço t...